Primavera Árabe, areia movediça para os cristãos

02/10/2013 10:16
O ‘choque de civilizações’ torna-se ‘choque de religiões’
 
Península do Sinai – “Para nós, o anjo da guarda eram os beduínos”, diz uma autoridade religiosa do histórico mosteiro de Santa Catarina, no monte Sinai, onde os 20 monges mostram-se “aliviados” de certa forma. A ascensão dos militares golpistas ao poder no Egito provocou uma sensação de segurança, tanto nos 10 milhões de coptas cristãos, quanto nos cerca de 50 mil gregos, cristãos ortodoxos e árabes. Nos dias da incerteza, com o perigo de eclosão de guerra civil visível, o Mosteiro de Sinai tinha como escudo de proteção os beduínos!
 
Embora muçulmanos eles próprios, os beduínos ergueram uma muralha de proteção em torno da pequena “ilhota” do cristianismo, contra os fanáticos, porque consideram o mosteiro como o “maná” do deserto – a economia dos nômades depende muito deste mosteiro. Vários trabalham no próprio mosteiro, outros ganham a vida com o turismo religioso que desenvolve-se cada vez mais em torno da micro região.
 
Algumas ameaças de extremistas após a ascensão ao poder do presidente Mohammed Mursi ficaram no vazio após certa mensagem enviada pelos guerreiros beduínos...Se, contudo, no monte bíblico o mosteiro-símbolo do cristianismo permanece “inatingível” , no restante do arco, desde o Iraque, a Síria e a Líbia, o “Cristo recrucifica-se”.
 
As guerras e as tectônicas evoluções na areia movediça da Primavera Árabe afundaram em “inverno profundo” os milhões de cristãos e abriram os portais do desarraigamento dos locais onde o cristianismo floresceu e coexistiu ao longo dos séculos, harmonicamente, com o Islã.
 
“A espada do massacre será cairá sobre o pescoço dos cristãos não só no Iraque, mas também na Síria, no Líbano e no Egito”, advertia a “subsidiária” da Al Qaeda que assumiu a responsabilidade pelo massacre de 47 cristãos dentro de uma igreja em Bagdá, onde a transformação do Iraque em imenso campo de conflitos armados entre grupos de islamitas armados e forças do governo iraquiano encontra-se em plena evolução. Resultado: de 1,5 milhão, de cristãos, ficaram apenas 300 mil; o restante fugiu.
 
Fuga em massa
 
O primeiro-ministro do Iraque, Nours al-Maliki, formulou apelo aos seus compatriotas cristãos para não abandonarem o país, enquanto o presidente dos curdos iraquianos, Nechirvan Idris Barzani, convidou os cristãos iraquianos para imigrarem ao “Curdistão Iraquiano”, no Norte do Iraque, onde, conforme lhes asseverou, “viverão em um paraíso de segurança”.
 
Na Líbia, as dezenas de tribos com suas alas armadas têm dividido o país em zonas de influência, e somente alguns poucos cristãos remanesceram. “Tínhamos milhares de gregos, russos, ucranianos, búlgaros e cipriotas com suas famílias, que trabalhavam e viviam aqui, mas foram obrigados a irem embora. A situação não é controlada pelo governo. Durante a guerra civil destruíram nossos cemitérios, profanaram túmulos, não deixaram pedra sobre pedra. Agora restaram duas igrejas cristãs ortodoxas, uma em Benghazi e uma em Tripoli, a de São Jorge dos Eslavos. Nesta, o padre reza a missa com apenas dois fiéis”, declara um padre grego cristão ortodoxo que atua na Líbia, que pediu, encarecidamente, para não escrever seu nome “por razões compreensíveis”.
Uma velha citação aqui, no Grande Oriente Médio dizia que “se a Palestina é o núcleo do nascimento de Cristo, a Síria é o núcleo do cristianismo”. Agora, isto pertence ao passado, se o país está ficando vazio. Aqueles que não podem fugir são obrigados a defender-se, lutando ao lado de Assad. O jovem Salim Nahas, de 19 anos, foi morto em julho deste ano, lutando contra os insurgentes no bairro Rashdeen, em Aleppo.
 
No início, sua família apoiou os insurgentes, mas quando os combatentes islamitas entraram em Aleppo e começaram a matar seus parentes e amigos cristãos, juntou-se a um grupo armado do regime. Muitos imitaram seu exemplo em outras regiões da Síria. Da Síria e do Iraque, os dois países que sangram, os cristãos fogem aos milhares para o Líbano e Jordânia.
Muitos na região temem que a alteração demográfica derrubará os sensíveis equilíbrios religiosos e étnicos destes países, especialmente no Líbano, provocando perigosa desestabilização. Georges Svab, dentista cristão, vive em Beirute. “Compreendo os cristãos que fogem. Como alguém pode viver em um país dissolvido? Existe medo de eclosão de guerra civil no Líbano, se os EUA atacarem a Síria. O mundo armazena alimentos e água, e eu fiz o mesmo. Nos países ocidentais, não podem compreender o que está acontecendo aqui, no Grande Oriente Médio. Quando ondas de cristãos fugiram do Iraque e, agora, fogem da Síria, o Ocidente não se conscientizou que, em algum momento, todos abandonarão a Síria, algo que buscam os combatentes islamitas”, diz Svab.
 
Fonte: https://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=141826&Categoria=INTERNACIONAL

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