Investimento na Bolsa de Valores

28/10/2013 11:42

Acesso ao Mercado: Como investir em cotas de Fundos de Investimento

Antes de responder a esta pergunta, é importante relembrar o conceito de fundos abertos e fundos fechados.

Os fundos abertos são definidos como aqueles em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo. Na prática, nos fundos abertos é permitida a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos antigos por meio de novos investimentos, assim como é permitida a saída de cotistas, por meio de resgates de cotas. Entretanto, é importante lembrar que o administrador pode suspender, a qualquer momento, novas aplicações no fundo, desde que tal suspensão se aplique indistintamente a novos investidores e cotistas atuais, de modo a não permitir mais a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos atuais.

Além disso, o administrador poderá declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates, em casos excepcionais de iliquidez dos ativos financeiros componentes da carteira do fundo, inclusive em decorrência de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do tratamento tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, , sendo obrigatória a convocação de Assembleia Geral Extraordinária, nas condições estabelecidas na regulamentação. 

Fundos fechados, por outro lado, são aqueles em que as cotas somente são resgatadas ao término do prazo de duração do Fundo. Neste caso, as cotas poderão ser negociadas em mercado secundário. Após o período de captação de recursos pelo fundo, não são admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos cotistas (embora possam ser abertas novas fases de investimento, conhecidas no mercado como "rodadas de investimento"). Além disso, também não é admitido o resgate de cotas por decisão do cotista, que tem que vender suas cotas a terceiros se quiser receber o seu valor antes do encerramento do fundo.

Dessa forma, para adquirir cotas de um fundo de investimento fechado, o investidor terá que percorrer, de forma geral, os mesmos caminhos utilizados na aquisição de outros valores mobiliários no mercado, conforme comentado no título “Funcionamento do mercado” deste Menu do Investidor. Assim, o investidor terá que ser cadastrado em uma corretora, ou distribuidora, habilitada a operar nos sistemas administrados de bolsa ou balcão e seguir todos os procedimentos do mercado. Poderá, então, adquirir as cotas tanto nas ofertas públicas quanto no mercado secundário, caso as cotas sejam admitidas à negociação.

Nesses casos, é importante registrar que, além das taxas e custos inerentes à indústria de fundos, como a taxa de administração, o investidor incorrerá também nos custos de negociação, liquidação e custódia cobrados no mercado.

No caso dos fundos abertos, uma vez que as cotas podem ser adquiridas e resgatadas a pedido do investidor, consideradas algumas exceções com respeito a carências e tempo de duração do fundo, se determinados ou indeterminados, todo o processo de aquisição e resgate se dá diretamente com os administradores dos fundos ou seus distribuidores. Na maior parte dos casos, essas negociações ocorrem diretamente com os gerentes dos bancos, que geralmente têm uma carteira diversificada de fundos para oferecer aos clientes. Nessa hipótese, os investidores não têm custos na transação, estando sujeitos apenas às taxas do fundo em que optar por fazer o investimento.

Antes de adquirir as cotas de um fundo, certifique-se de que o produto atende aos seus objetivos, perfil de risco e horizonte de tempo. Lembre-se sempre de ler o regulamento, o prospecto e a lâmina de informações essenciais do fundo.

A negociação de fundos abertos pode ser realizada também por intermédio de corretoras ou distribuidoras, o que não significa que o investidor está adquirindo as cotas em mercados de bolsa ou balcão, pois, nesse caso, essas instituições estão atuando apenas como distribuidores do administrador. De fato, tem surgido no mercado espécies de “shoppings” de fundos, o que facilita o acesso dos investidores a diferentes produtos de diferentes administradores. Mas, isso não significa que o investidor pode deixar de analisar todos os tópicos citados anteriormente.

Tipos de Fundo

Outro passo importante na aquisição de cotas de fundo é a decisão sobre o tipo de fundo a adquirir. É fundamental que a política de investimento do fundo esteja de acordo com os objetivos, o perfil de risco e o horizonte de tempo desejado do investidor. Os Fundos de Investimento classificam-se, como previstos na Instrução CVM nº409, de 18 de agosto de 2004, conforme a composição de suas carteiras, de acordo com o risco que será, em regra, assumido pelo gestor. São eles:

I – Fundo de Curto Prazo;
II – Fundo Referenciado;
III – Fundo de Renda Fixa;
IV – Fundo de Ações;
V – Fundo Cambial;
VI – Fundo de Dívida Externa; e
VII – Fundo Multimercado.

Uma descrição mais detalhada sobre os tipos de fundos pode ser lida no texto “Cotas de fundos de investimento”, em “Valores Mobiliários”, neste Menu do Investidor, como também na referida norma. 

Perguntas importantes antes de se decidir pela aplicação em Fundos de Investimento:

Qual a taxa de administração cobrada pelo Fundo? São cobradas outras taxas (performance, ingresso, saída)? Quais?

Onde e como posso obter o Prospecto e o Regulamento do Fundo?

Que tipo de informações tenho direito a receber sobre o Fundo?

Com que periodicidade vou receber informações?

Qual é o prazo de resgate?

Qual foi o desempenho desse Fundo até o momento? 

Onde posso obter informações sobre seu desempenho?

Que posição ocupa em comparação a outros Fundos semelhantes, ou ainda em relação a um índice de mercado?

Que papéis compõem a carteira desse Fundo? Existem limites para a composição dessa carteira?

Com que frequência esses papéis são trocados?

Há, na composição da carteira desse Fundo, algum título ou valor mobiliário com alto grau de risco, como, por exemplo, derivativos? Ações sem liquidez? Empresas concordatárias? 

Quais os riscos específicos de investimento nesse Fundo?

Qual a contribuição mínima inicial? E as subsequentes, têm algum limite?

Alguns cuidados devem ser observados no momento da adesão a um Fundo, ou durante o período em que o investidor dele participar, recomendando-se:

1) Escolher cuidadosamente o administrador do fundo e informar-se sobre o gestor da carteira, caso seja terceirizado;
2) Conhecer detalhadamente a política de investimentos adotada, a fim de escolher a alternativa que melhor atenda ao perfil de risco e retorno do investidor;
3) Verificar se as despesas cobradas pelo fundo justificam o desempenho apresentado;
4) Ler atentamente o prospecto e o regulamento do fundo escolhido, antes de ingressar no mesmo;
5) Acompanhar as informações fornecidas no extrato mensal do fundo.

O Risco: por que certos investimentos não são rentáveis?

O que se espera de cada investimento é fácil descobrir, porque essa informação consta dos panfletos que os anunciam, dos prospectos, dos regulamentos e, principalmente, da legislação que os regula. Se o investimento que você está estudando não oferecer esses documentos e não for registrado na CVM, ou em outro órgão que regula os mercados (como o Banco Central ou a Susep), não o faça. Confirme antes com a CVM a regularidade desse produto.

Apesar da informação disponível, não é tão fácil assim prever quanto um investimento vai render. Você saberia dizer o porquê? Quem disse o RISCO acertou! Quantas vezes você já planejou alguma coisa que não deu certo? Aquela viagem dos seus sonhos em que tudo deu errado. As férias programadas por tanto tempo, interrompidas por um acontecimento inesperado. Assim como qualquer plano para o futuro, muitas vezes os objetivos projetados para o investimento podem não ser alcançados. Várias são as razões.

Vamos conhecer algumas delas?

Risco de Mercado - decorre das condições da economia, que podem fazer os juros, o câmbio, o preço das ações etc, variar, para mais ou para menos, influenciando seu investimento de forma positiva ou negativa. Além disso, a capacidade de pagamento do emissor do título (ou o lucro desse emissor) também pode variar por conta das condições da economia, prejudicando seu investimento.

Risco de Crédito - quando você investe, está emprestando dinheiro a alguém ou aplicando uma quantia em determinado empreendimento e, certamente, correndo o risco de que o tomador dos recursos não honre a obrigação, ou não pague os juros combinados, ou o que empreendimento não renda o esperado.

Risco de Liquidez - está diretamente relacionado com a facilidade de você resgatar ou transferir seu investimento. Se houver pouca liquidez, haverá menos pessoas interessadas em negociar com você, isto baixará o valor do seu investimento. Se o contrário ocorrer, ou seja, se muitas pessoas estiverem interessadas em adquirir o seu investimento, o valor dele aumentará. Lei da Oferta X Procura.

Risco Legal - está relacionado com eventuais questões legais que poderão causar problemas no cumprimento das condições pactuadas. O título ou contrato pode ter defeitos jurídicos que impeçam ou dificultem o exercício dos direitos nele estabelecidos, permitindo ao devedor ou tomador não honrar as obrigações assumidas. Por isso é muito importante somente aplicar em investimentos regulamentados, nos quais o risco legal diminui bastante.

Risco Operacional - reflete as falhas ocorridas no decorrer do investimento que poderão ser provenientes de problemas nos equipamentos de uma companhia, falhas humanas no controle de custos e gerenciamento das quantias aplicadas, má administração dos recursos do emissor etc.

Quando vamos fazer um investimento, inicialmente temos apenas uma expectativa da sua rentabilidade. No mercado, essa expectativa é conhecida como retorno esperado do investimento. É quanto eu espero que irei ganhar ao investir em determinado ativo. Porém, somente com o passar do tempo, e no momento do resgate da aplicação, é que saberemos qual foi realmente o retorno obtido. Como visto, diversos motivos podem fazer com que o retorno realmente obtido no resgate de um investimento seja diferente do retorno esperado no momento da aplicação. Ou seja, sempre há alguma incerteza quando vamos realizar um investimento. O risco de um investimento pode ser considerado como a medida dessa incerteza. Ou seja, a probabilidade de o retorno obtido em um investimento ser diferente do esperado.

A relação Risco x Retorno

A questão é: será que existe alguma relação entre o risco e o retorno esperado de um investimento? Vamos imaginar que existam dois tipos de investimento no mercado. Ambos possuem exatamente o mesmo risco, porém o retorno esperado de um é maior do que do outro. Espera-se, evidentemente, que todos invistam no que oferece a melhor rentabilidade. Dessa forma, ou apenas o título de maior retorno esperado seria negociado no mercado, ou o outro título passaria a oferecer uma rentabilidade maior até o ponto em que alguns investidores demonstrassem interesse por ele. Na prática, encontramos no mercado diversos títulos e valores mobiliários sendo negociados com retornos esperados diferentes. Dessa forma, há que se esperar que os riscos sejam também diferentes. Ou seja, quanto maior for o risco de um investimento, maior deverá ser o seu retorno esperado. Ou, de outra forma, quanto maior o retorno esperado de um investimento, maior, provavelmente, será o seu risco.

Por essa razão, quando for investir procure sempre analisar o retorno e o risco conjuntamente. A análise apenas do retorno pode levá-lo a realizar investimentos com risco superior ao que estaria disposto a correr. E desconfie sempre de investimentos que prometam retornos milagrosos ou muito fora da realidade do mercado, pois os riscos inerentes podem ser muito altos. Em alguns casos, podem ser até mesmo uma fraude.

LEMBRE-SE: Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura

Diversificação

Diversificar é a prática de dividir o dinheiro entre diferentes investimentos para reduzir o risco. Uma expressão que resume muito bem essa estratégia é: “Não ponha todos os ovos em uma única cesta”.

Historicamente, observou-se que alguns tipos diferentes de investimento podem oscilar de forma também diferente. No momento em que uns registram queda, os outros acumulam ganhos ou permanecem inalterados, ou vice-versa. Imaginem, por exemplo, se uma empresa do setor de alimentos é fiscalizada pelos agentes reguladores de saúde, que descobrem que tal empresa não está seguindo os padrões mínimos exigidos de higiene. É muito provável que o mercado entenda que as vendas dessa empresa cairão e, consequentemente, os preços de negociação de suas ações também. Entretanto, esse fato não impacta a maioria das outras empresas negociadas no mercado. Algumas podem até ter um impacto oposto.

Concorrentes dessa hipotética empresa, por exemplo, podem vir a se beneficiar desse fato. Assim, temos um exemplo de um fato que impacta negativamente uma empresa, positivamente algumas e não tem qualquer impacto nas demais. A isso chamamos de risco específico ou diversificável. Um investidor que detiver apenas ações da empresa afetada terá uma perda muito maior do que outro que tenha uma carteira diversificada com mais ações. É claro que o contrário pode acontecer. Um fato positivo, que afete apenas uma empresa, pode fazer com que suas ações subam, enquanto outras caiam ou permaneçam inalteradas. Nessa hipótese, o investidor que detiver apenas a ação afetada ganhará mais do que aquele que tiver uma carteira diversificada. Entretanto, assumiu um risco maior para isso. Mais uma vez, mostramos a relação direta entre risco e retorno.

Deve-se ter em mente, entretanto, que a diversificação não é capaz de eliminar todo o risco de um investimento. Isso porque há fatos no mercado que afetam todos os ativos no mesmo sentido, seja positivo ou negativo. A expectativa de uma recessão econômica, por exemplo, muito provavelmente levará a uma queda nos preços de todos os ativos. A isso chamamos de risco sistêmico ou não diversificável.

Renda Fixa X Renda Variável

Nos investimentos em renda fixa, a remuneração, ou sua forma de cálculo, é previamente definida no momento da aplicação.

Ao investir seus recursos em um título de renda fixa, seja ele emitido pelo governo ou por uma empresa privada, o investidor está emprestando a quantia investida ao emissor do título para, em troca, depois de um certo período, receber o valor aplicado (denominado "principal"), acrescido de juros pagos como forma de remuneração de seu empréstimo.

As condições do investimento - tais como cláusulas de recompra, prazos, formas de remuneração e índices - são acertadas com o devedor (também chamado emissor do título ou tomador) no momento da aplicação.

Na renda fixa, assim como em qualquer investimento, sempre existe a possibilidade de perda do capital investido, no todo ou em parte.

Nos investimentos em títulos de renda variável, o investidor não tem como saber, previamente, qual será a rentabilidade da aplicação.

Porém, se a escolha for feita com critério, diante de opções bem avaliadas e com diversificação dos investimentos, a aplicação em renda variável poderá proporcionar ao investidor um retorno maior do que o obtido em aplicações de renda fixa.

As diferenças entre os títulos de renda fixa e os de renda variável estão diretamente ligadas ao processo de formação de preços em seus respectivos mercados.

Qual o melhor investimento para você?

Para responder esta pergunta é necessário que você aprenda um pouco sobre você e o momento em que vive. Vamos fazer isso juntos

Qual o objetivo para a quantia que está sendo aplicada?

Antes de escolher onde investir, é importante decidir como o capital investido será utilizado no futuro, pois essa decisão será determinante na hora de escolher o tipo de investimento. Por isso, tente listar seus objetivos e decidir o quanto será aplicado para atender a cada um. Caso existam mais objetivos que sua capacidade de poupança, tente eleger os mais importantes.

Os objetivos de investimento podem ser listados em termos mais específicos, como, por exemplo, "compra de uma casa", ou mais gerais, como, por exemplo, "formação de poupança para utilização futura". Porém, especificá-los melhor pode ajudar na hora de escolher o investimento mais adequado, principalmente se a cada um estiver associada uma estimativa de valor.

Por quanto tempo a quantia poderá permanecer aplicada?

O horizonte de aplicação é também um fator decisivo na hora de definir o investimento mais apropriado, pois o tempo que o valor ficará aplicado poderá influenciar na rentabilidade e até na tributação. Portanto, além de especificar seus objetivos, associando a cada um deles o valor correspondente, é necessário estimar o tempo desejado para resgatar o investimento.

Qual o seu perfil de risco?

Na hora de optar por um investimento tenha sempre em mente que, em regra, quanto maior a rentabilidade prometida, maior o risco de perder a quantia aplicada. Então, antes de escolher, compare a rentabilidade prometida com a média do mercado e desconfie de promessas boas demais, pois não existe milagre no mercado de capitais.

Além disso, quem escolhe correr riscos deve fazê-lo de forma consciente e estar preparado para que eventuais perdas não provoquem grandes danos. Por isto, evite aplicar a parte essencial do seu patrimônio em investimentos de alto risco.

Tendo isso em mente, descubra agora qual dos perfis abaixo melhor reflete sua propensão a riscos:

Conservador - privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, para isso aceitando até uma rentabilidade menor.

Moderado - procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr um certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras.

Arrojado - privilegia a rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos para que seu investimento renda o máximo possível.

Descobrir seu perfil pode ajudá-lo na escolha da aplicação mais adequada, desde que esta informação seja utilizada apenas como orientação (e não como verdade absoluta) e que sejam tomadas as precauções necessárias, antes e ao longo do investimento, tais como:

verificar se há registro na CVM;

ler atentamente o regulamento e/ou o prospecto; 

informar-se sobre os custos incidentes; 

conhecer a estratégia do administrador e os riscos assumidos; 

e pesquisar a reputação das instituições envolvidas, entre outras precauções. 

Assim, a título de orientação, podemos dizer que investimentos como Poupança, Títulos Públicos e Fundos de Curto Prazo são mais compatíveis com investidores de perfil conservador.

No outro extremo, os Fundos Multimercado são exemplos de investimento mais compatíveis com investidores de perfil arrojado, uma vez que há muita liberdade na composição de suas carteiras e mais exposição ao risco em busca de maior rentabilidade.

No entanto, alguns investimentos, tais como Fundos Cambiais, Fundos de Renda Fixa, Ações e Debêntures, poderão ser considerados moderados ou arrojados dependendo, entre outros fatores, da política de investimento constante do Regulamento e do risco do emissor do título.

O mais importante é, antes de qualquer aplicação, verificar a solidez das instituições envolvidas (emissor do título, administrador, gestor, custodiante) e pesquisar nos documentos correspondentes (Regulamento do Fundo, Prospecto da Oferta Pública etc.) qual o perfil de risco assumido. E lembre-se também que, qualquer que seja o investimento escolhido, é preciso ter sempre em mente estas duas afirmações:

Aplicações em valores mobiliários sempre têm risco de perda do capital investido.

Se a quantia a ser investida é parte essencial do seu patrimônio, não arrisque.

Como combinar objetivos e prazos na hora de escolher o melhor investimento?

Uma vez que você conheça seu perfil de risco e defina seus objetivos, poderá se informar sobre os investimentos disponíveis no mercado e verificar o mais adequado às suas necessidades. Vejamos alguns exemplos:

Viagem de férias - supondo que, neste exemplo, o valor aplicado tenha que ser resgatado em três meses. Neste caso, faz mais sentido escolher uma aplicação de curto prazo e baixo risco, pois, além do resgate ter que ser feito em breve, qualquer perda pode causar grande dano, uma vez que não há tempo suficiente para sua recuperação.

Compra de uma casa - neste caso, como provavelmente se trata de um montante alto e de um tempo de aplicação longo, é mais sensato escolher um investimento de longo prazo, onde é provável obter maior rentabilidade com menor risco. Porém, é necessário cuidado redobrado, por um lado, devido ao montante aplicado ser significativo e, por outro, pelo fato da expectativa de resgate estar distante no tempo, o que faz com que seja necessário o constante acompanhamento da aplicação e sua permanente reavaliação para verificar a necessidade de mudança, caso o cenário que foi tomado por base para a aplicação mude.

Formação de poupança para utilização futura - neste exemplo, pelo fato do objetivo não estar claramente determinado (definindo quando e onde será utilizada a quantia investida), o mais indicado pode ser a diversificação das aplicações. Com essa estratégia, o investidor poderá escolher aplicações de diferentes riscos, rentabilidades e prazos, permitindo que tenha sempre quantias disponíveis para eventuais gastos, ao mesmo tempo em que maximiza seu lucro, além de poder compensar as perdas em uma aplicação com os ganhos em outra.

Por fim, lembre-se que, seja no curto ou longo prazo, seus investimentos se destinam a financiar seus planos para o futuro e, consequentemente, terão que ser modificados ou adaptados, à medida que tanto os planos quanto o contexto (político, econômico etc.) forem mudando.

Por isso, para ter certeza de que seus objetivos serão realmente atingidos, acompanhe sempre o desempenho de suas aplicações, procure manter-se permanentemente informado e, de tempos em tempos, reavalie suas decisões de investimento para ver se continuam coerentes em relação aos seus planos e ao ambiente que o cerca.

Fonte: https://www.portaldoinvestidor.gov.br/index.html

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