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Semântica

12/06/2013 10:16

As palavras possuem sentidos que podem variar, dependendo do contexto em que são empregados. Às vezes, unindo-se a outras palavras,  formam expressões com sentidos completamente diferentes, como é o caso de cachorro – quente. Esses e outros são aspectos estudados pela Semântica. 

Semântica é parte da gramática que estuda os aspectos relacionados ao sentido de palavras e enunciados.

Alguns dos aspectos tratados pela Semântica são: Sinonímia, antonímia, campo semântico, hiponímia, hiperonímia e polissemia.

As palavras cão e cachorro podem ser substituídos uma pela outra, o que não ocorre no caso de palavras compostas, como cão – quente.

A expressão um homem e uma mulher podem ser substituídos por duas pessoas, mas o contrário nem sempre é possível. Quando em contextos diferentes uma palavra ou expressão pode ser substituída por outra, dizemos que elas são sinônimas entre si. Assim: Sinônimos são palavras de sentidos idênticos ou aproximados que podem ser substituída uma pela outra em diferentes contextos.  Antônimas são palavras de sentidos contrários entre se. Ex: bom – mau velho – novo. 

Polissemia: Quando uma única palavra apresenta mais de um sentido. Dizemos que ela é polissêmica, podemos dizer que polissemia é a propriedade de uma palavra apresentar vários sentidos. Ex: fio de lã, fio daquele poste.

Ambigüidade (ambi = dualidade) é a duplicidade de sentidos que pode haver em uma palavra, em uma frase ou num texto inteiro.

Quando empregados de forma intencional, a ambigüidade se torna um importante recurso de expressão. Quando, porem, é resultado da ma organização das idéias, ou do emprego inadequado de certas palavras, ou ainda de inadequação do texto ao contexto discursivo, ela pode gerar problemas para a comunicação.

A ambigüidade como recurso de construção

A ambigüidade é freqüentemente utilizada como recurso de expressão em texto poético, publicitários e humorísticos, em quadrinhos e anedotas.

Anúncios como o da revista Ponto Cruz ou das roupas Bunny’S, por exemplo, fazem uso da ambigüidade como recurso para se comunicar com o consumidor de forma mais direta, descontraída e divertida.  

A coerência, coesão e o contexto discursivo

Nenhum texto é produzido para nada. Sempre há alguém (o locutor) que o produz para alguém (o interlocutor) com determinada intenção. Por essa razão, só se pode dizer que um texto e coerente e coeso, ou seja, apresenta textualidade, quando ele é adequado ao contexto discursivo, isto é, a situação para a qual foi produzida.

Um texto pode esta bem formada e ser adequado a uma situação e se completamente inadequado a outra situação. Assim, não há textos coesos e coerentes em si. A textualidade depende diretamente do contexto discursivo.

Quando alguém produz um texto, sempre acha que está sendo claro o suficiente para transmitir o sentido desejado ao interlocutor. Este, por sua vez, também se esforça para compreendera mensagem e, inicialmente, acredita que o texto tem coerência. As vezes, porém, ocorrem falhas no processo comunicativo. Por exemplo, o locutor pode não calcular bem o sentido que pretendia da a seu enunciado, ou o interlocutor, talvez por lhe falharem conhecimentos sobre o vocabulário ou informações sobre a realidade pode não alcançar o sentido pretendido pelo locutor.

Assim, em princípio, não existe textos coerentes e coesos em si mesmo. A textualidade está diretamente relacionada ao contexto discursivo. Um texto pode ser adequado e bem formado em determinada situação e completamente inadequado e incoerente em outro.

Definição:

Coerência textual é o resultado da articulação das idéias de um texto; é a estruturação lógica – semântica que faz com que numa situação de interação verbal palavras e frases componham um todo significado para os interlocutores.

Coesão textual são as articulações gramaticais existentes entre palavra, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto que garantem sua conexão seqüencial.

Fonte: Livro: Texto e Interação, William Roberto cereja, Thereza Cochar Magalhães. Editora Atual

           Livro: Português: linguagens, William Roberto Cereja. Editora Atual

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