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Romantismo

27/06/2013 12:47

Romantismo   

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  José de Alencar: foi um dos principais escritores do Romantismo no Brasil

Introdução

O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.

O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.
As características principais deste período são: valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.

Artes Plásticas

Nas artes plásticas, o romantismo deixou importantes marcas. Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugene Delacroix são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. Na Alemanha, podemos destacar as obras místicas de Caspar David Friedrich, enquanto na Inglaterra John Constable traçava obras com forte crítica à urbanização e aos problemas gerados pela Revolução Industrial.

Literatura 

Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram: amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destacam-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.

Música

Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de todos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham importância nas músicas.
Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria Von Weber, Felix Mendelssohn, Frederik Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.

Teatro

Na dramaturgia o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhecidos desta época foram Goethe e Friedrich Von Schiller. Victor Hugo também merece destaque, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almeida Garrett.

O ROMANTISMO NO BRASIL 

Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do país. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso país e o cotidiano popular.

Artes Plásticas

As obras dos pintores brasileiros buscavam valorizar o nacionalismo, retratando fatos históricos importantes. Desta forma, os artistas contribuíam para a formação de uma identidade nacional. As obras principais deste período são: A Batalha do Avaí de Pedro Américo e A Batalha de Guararapes de Victor Meirelles. 

Literatura romântica brasileira

No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações:

1ª Geração  - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como “bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.

2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.

3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou Hugo Ana. Textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreira.

Música Romântica no Brasil

A emoção, o amor e a liberdade de viver são os valores retratados nas músicas desta fase. O nacionalismo, nosso folclore e assuntos populares servem de inspiração para os músicos. O Guarani de Carlos Gomes é a obra musical de maior importância desta época.

Teatro

Assim como na música e na literatura os temas do cotidiano, o individualismo, o nacionalismo e a religiosidade também aparecem na dramaturgia brasileira desta época. Em 1838, é encenada a primeira tragédia de Gonçalves de Magalhães: Antônio José, ou o Poeta e a Inquisição. Também podemos destacar a peça O Noviço de Martins Pena. 

 Romantismo: a arte da burguesia

     O gosto pela cultura clássica, que se inicia no século XVI, com o Renascimento, perdura ate o século XVII. Com o tempo, ele foi se restringindo ao público aristocrático formado pela nobreza e pelo alto clero. Com a ascensão da burguesia ao poder na França, em 1789, surge a necessidade de uma arte sintonizada com aquele contexto social e com a sensibilidade do novo público que se formava. Essa arte é o Romantismo.

 Onde está a cabeça de Tiradentes?

     A cabeça de Tiradentes estaria enterrada na casa em que morou Bernardo Guimarães, em Ouro Preto. A Coroa Portuguesa foi impiedosa com a líder do Movimento da Inconfidência. Mandou esquartejar o corpo de Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes - para tentar inibir o surgimento de outros movimentos de Libertação do Brasil de Portugal. As autoridades portuguesas mandaram para cada canto da Colônia um pedaço do corpo para amedrontar os idealistas da libertação. Uma noite, a cabeça sumiu e ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas existem várias versões. Segundo uma das versões, contada pelo próprio B.G., um admirador do herói, à noite, roubou a cabeça num momento em que a sentinela dormiu. A cabeça de Tiradentes teria sido enterrada pelo poeta no quintal da casa. E possível que a cabeça ainda esteja Ia.

 Bernardo Guimarães... Um ser diferente e com muitos mistérios

     Ferreira de Resende comenta que "Bernardo, portanto, nem estudava nem acordava para ir à aula; e ele teria com toda a certeza perdido a ano se não fosse um velho bedel da Academia, que se chamava Mendonça, o ajudasse ele não se formaria”.      Bernardo definia a vida com uma gargalhada... 
     "Convivas do prazer, vinde comigo 
     Ao falgar dos festins; - encham-se as taças, 
     Afine-se o alaúde. 
     Salve, ruidosos hinos desenvoltos! 
     Salve, tinir dos copos! 
     Festas de amor, alegres algazarras 

     (Bernardo Guimarães - Hino do Prazer)

     Casa de Satã

     Em Macário,obra de Álvares de Azevedo, Satã, ao chegar a São Paulo, diz: “Tenho uma casa ali na entrada da cidade. Entrando, a direita, defronte do cemitério.” Essa casa existiu. Foi nela que moraram os estudantes Álvares Azevedo, autor de Se eu morresse amanhã, Bernardo Guimarães e Aureliano Lessa, entre outros. A casa tornou-se famosa porque nela, em 1849, os estudantes da São Francisco fundaram a Sociedade Epicuréia. Bernardo Guimarães era um dos principais animadores da Casa de Satã. Couto de Magalhães conta que “Bernardo, Azevedo e [Aureliano] Lessa dispunham de tudo para a cerimonial da orgia. Tapetes, indumentária, caveiras, ossos humanos, tripodes, caçoilas, armações funerárias, etc. Na Epicuréia dominavam reflexos do satanismo”. O crítico literário Antonio Candido, em O Estado de São Paulo de 25 de janeiro de 1954, assim sintetizou a Sociedade Epicuréia: “Ponto de encontro entre a literatura e a vida, onde as jovens procuravam dar realidade às imaginações românticas”.

Fonte: http://www.facos.edu.br  http://www.suapesquisa.com

 

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