Sua enciclopédia

Poluição radiativa

19/06/2013 10:36

Com o final da Segunda Guerra Mundial teve início a era nuclear, surgindo então mais uma forma de poluição criada pelo homem: a poluição radiativa. A primeira fonte dessa forma de poluição foram as explosões nucleares, que lançam substancias radiativas no ambiente, acarretando sérias conseqüências para os seres vivos, como atestam alguns sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki, as duas cidades do Japão sobre as quais foram lançadas bombas atômicas, pelos Estados Unidos, em 1945.

A crescente busca de novas fontes de energia levou o homem a construir ursinas nucleares, com a finalidade de aproveitar a energia atômica também para fins pacíficos. Surgiram então novas fontes de perigo: a água usada na refrigeração dos reatores pode apresentar uma ligeira 

Radioatividade  ao ser devolvida ao ambiente. Há também o problema de armazenamento dos resíduos radiativos produzidos (o “lixo atômico”) e, finalmente, apesar de toda a segurança que deve  existir nesse tipo de usina, há a possibilidade de ocorrerem acidentes de grandes proporções. A contaminação radiativa originada desse tipo de acidentes teria efeitos tão desastrosos, que faria as outras formas de poluição parecer insignificantes.

As substancias radiativas emitem nêutrons, partículas alfa e beta, raios gama e outras formas de radiação que podem causar uma série de doenças ao organismo, inclusive o Câncer. Provocam também mutações capazes de afetar o código genético das células germinativas, causando assim mudanças nas gerações seguintes, como ocorre até hoje em Hiroshima.

Alguma substancia radiativas produzidas nas usinas e nas explosões nucleares têm uma duração extremamente longa. Uma vez lançada no ambiente, seus efeitos persistem até que a substancia se desintegre, transformando-se em outra substancia estável. Algumas usinas por exemplo, transformam o urânio em plutônio, usado também nas bombas atômicas. Esse elemento possui uma meia vida de 24 400 anos. Isso significa que, partindo de 1 KG de plutônio, depois de 24 400 anos ainda restará 1 / 2 KG dessa substancia. Já o estrôncio 90 tem uma meia vida de apenas 22 anos; porém, esse tempo é suficiente para que ele penetre nas cadeias alimentares e se acumule no organismo. Por ser quimicamente semelhante ao cálcio, o estrôncio pode acumular-se nos ossos e suas radiações podem atingir a medula óssea, provocando leucemia.

A longa meia vida de certos átomos explica os cuidados e os problemas que envlvem o armazenamento dos resíduos radiativos. Esses resíduos têm de ser colocados em recipientes extremamente resistentes, de longa duração. Os recipientes são então enterrados a centenas de metros de profundidades ou lançadas nas partes fundas do mar.

Fonte: Programa de Saúde Autor; José Luiz Vasconcellos e Fernado Gewandsznajder editora ática

Pesquisar no site

Contato

alternativa http://alternativa22.webnode.com/