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Passado pra que te quero: Os terrores do holocausto (Guerra)

31/05/2013 09:35

O genocídio cometido contra os judeus na Europa, representando por fotos e imagens das valas comuns nos campos de concentração e dos sobreviventes vagando em muitos países, após a Segunda Guerra Mundial, comoveu a opinião pública internacional. ““A emergência do “problema Judeu” foi analisada por muitos jornalistas, escritores acadêmicos do mundo todo, mas o retrato mais fiel da perseguição está presente na vasta obra de Hannah Arendt, sobretudo no artigo” We refugees”. É nesse trabalho que Arendt destaca a definição de refugiado como sendo a daqueles que, como ela, foi impedidos de voltar a suas casas, não pelo que fizeram, mas justamente pelo que eram. Nesse relato Arendt - revela o sofrimento dos refugiados sob um ponto de vista bastante pessoal, quando publicamente clamou ao mundo: “Nós perdemos nossas casas, o que significa a familiaridade da vida diária. Perdemos nossos empregos, o que significa a nossa confiança e utilidade no mundo. Nós perdemos a nossa língua, o que significa a espontaneidade, a simplicidade dos gestos, às expressões de sentimentos não afetados. Deixamos nossos familiares nos guetos poloneses e os nossos melhores amigos foram mortos nos campos de concentração, o que significa a ruptura de nossas vidas privadas”.

As extensões do problema gerado pela grande quantidade de refugiados e a vontade de retomar aos seus lares levaram muitas a acreditar que, assim que Hitler fosse finalmente rendido e a guerra terminasse, todos poderiam voltar a suas casas e a sua rotina. Na medida em que percebiam que a solução não era tão simples, muitos refugiados tornaram-se “lutadores constantes”, nas palavras de Arendt, que no auge do desespero, costumavam “desejar a morte dos nossos amigos e parentes, pois, quando algum refugiado morre, ele está salvo de todos os seus problemas”. Muitos embora para a religião judaica o suicídio seja bastante condenável, o índice de suicídio entre os judeus em Berlim, Viena, Bucareste, Paris, Nova Yorrk, Los Angeles, Buenos Aires e Montevidéu eram muito alto.

Quando os refugiados eram, enfim, salvos, sentiam-se degradados. Assim, quando tinham forças, geralmente lutavam pelo retorno às suas próprias existências e pela incessante busca da definição de seus próprios destinos, de maneira individual, na esperança de ser independentes, comprar seus próprios alimentos, andar de metro, sem nuca ouvirem que são pessoas indesejáveis.

Havia uma grande dificuldade na manutenção e na conservação de sua integridade, pois refugiados judeus tinham seus status social, político e jurídico muito confuso, justamente por isso, muitos optaram pela mudança radical de identidade e foram obrigados, pelas circunstâncias, a aprender a conviver com toda essa confusão. Tudo isso na busca incansável de deixar o estigma de refugiados. Antes, havia muito a preocupação de deixar de ser judeu. Para isso, muito aprenderam a língua inglesa, uma vez que falar em alemão era ameaçador, pôs revelava sua identidade. Todos para a assimilação eram necessários, para que os judeus se vissem livre da condição de apátridas. Por isso durante muito tempo, foi extremante difícil os judeus convencerem os cidadãos acerca da sinceridade de suas transformações.

Sociologia edição42 (Luciana Garcia de Oliveira)

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